Exportação

Exportação direta e indireta: como escolher o melhor para o seu negócio?

Escrito por Simplifica Fretes

Quem trabalha na área de comércio exterior deve se informar sobre o assunto da exportação direta e indireta, que representam dois modos distintos de comercialização com o mercado externo.

Esse é o tema do presente post, o qual abordará o significado de tais formas de se exportar, algumas vantagens de cada uma delas, bem como uma breve sugestão para a escolha da estratégia mais conveniente para a sua firma. Confira!

O que é exportação direta e indireta?

A exportação direta ocorre quando a empresa vendedora negocia diretamente com o comprador situado no exterior. Em outras palavras, não há um intermediário na transação.

A exportação indireta, por sua vez, é realizada mediante a intermediação de uma firma. O vendedor nacional não realiza a exportação propriamente dita, mas vende para outra empresa, situada no país — portanto, uma venda no mercado interno —, e esta última fará a operação de exportação.

Mas quem são os intermediários que atuam na exportação indireta? Basicamente, existem três tipos de organizações:

  • consórcio de exportadores;
  • firma comercial — aquela que vende no mercado interno e também para o exterior;
  • trading company, uma empresa especializada em operações de comércio exterior (importação e exportação).

Quais as vantagens de cada forma de exportação?

Vantagens da exportação direta

  • menores gastos, na medida em que a própria empresa executará as atividades de exportação (ausência de intermediação);
  • feedback, já que o exportador obterá dados relativos à avaliação do produto, o que permitirá os ajustes necessários (aperfeiçoamento, redução do preço para vender mais etc.);
  • habilidade (“know-how”), decorrente da experiência adquirida em comércio exterior;
  • possibilidade de maiores lucros, seja por comercializar uma quantidade cada vez maior, seja por meio do aumento da carteira de clientes.

Vantagens da exportação indireta

  • praticidade e simplicidade, pois a empresa não precisa se preocupar com as etapas da exportação, as quais exigem determinada estrutura e funcionários especializados;
  • maior segurança, uma vez que os riscos da exportação ficam por conta da empresa que faz a intermediação;
  • economia de recursos, já que não será necessário canalizar equipamentos e pessoal para a atividade de exportação;
  • lucro certo, pois, como se trata de uma venda no mercado interno (o exportador é quem se ocupará da venda para o estrangeiro), seu comércio não estará sujeito a flutuações cambiais, que podem reduzir sua lucratividade.

Qual a melhor opção para a sua empresa?

A melhor forma de exportação dependerá de cada situação específica. Se você não tem experiência na área de comércio exterior, o melhor é inicialmente priorizar a exportação indireta, enquanto for adquirindo as habilidades necessárias para trabalhar com o mercado externo.

Porém, se a empresa deseja de fato criar uma estrutura em sua organização que dê conta de todos os trâmites para exportar, então valerá a pena investir nisso desde o início — contratar colaboradores, assinar revistas e assessorias especializadas etc.

Portanto, o que fará a diferença serão os objetivos traçados para a firma. A exportação direta é mais complexa, mas, em geral, mais lucrativa, enquanto que a exportação indireta é mais prática, porém restringe as possibilidades de comercialização (sua empresa ficará na dependência da vontade do intermediador).

E então, gostou deste artigo? Esperamos que ele tenha sido útil para informá-lo sobre o tema da exportação direta e indireta! E, como estamos falando de comércio exterior, aproveite para conhecer o drawback — um tipo de regime aduaneiro especial —  e as suas modalidades. Até breve!

Sobre o autor

Simplifica Fretes

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